Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais

Lagoa dos Tambaquis, um lugar contemplativo que agrega lazer e ecoturismo

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais 1

Localizada no litoral Sul do Estado, a 40 km do município de Estância, a Lagoa dos Tambaquis, também conhecida como Lagoa Azul, é um lugar contemplativo que agrega lazer com a estrutura necessária para receber bem os visitantes que têm como objetivo desfrutar de um dia relaxante em meio a natureza. Suas águas mornas e azuis esverdeadas proporcionam uma experiência muito divertida despertando emoções inesquecíveis em contato com a natureza, pois ao mesmo tempo que se banha na lagoa é possível alimentar os peixes (tambaquis) que vem comem ração na palma da sua mão.

O local conta com uma estrutura de bares e restaurantes que dispõem ao visitante uma variedade de pratos à base de peixes (menos tambaquis, que não podem ser pescados), a exemplo de moqueca de camarão, e iguarias como caranguejo, sururu, ostra e aratu que é um crustáceo vermelho que vive em água salobra.

Para chegar na Lagoa dos Tambaquis, o percurso saindo de Aracaju é simples. Seguindo pela Rodovia Airton Sena rumo às praias do litoral Sul da capital, cruza a Ponte Jornalista Joel Silveira, sobre o Rio Vaza-Barris. Ela fica no caminho de quem vai à Praia do Saco.

 

Praia do Saco, uma ótima opção para quem busca tranquilidade

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais 2
Foto: @blogtemqueir

A Praia do Saco, situada a 76 km de Aracaju, é uma enseada com cinco quilômetros de extensão com faixa estreita de areia. Em 2004 foi considerada pela renomada editora francesa ‘Grands Voyageurs’ como uma das 100 praias mais bonitas do mundo. Com certeza isso atesta a beleza deste lugar onde a tranquilidade é peculiar, combinada com a paisagem envolta com dunas de areias claras e finas, mar calmo com águas mornas e cristalinas, diversos coqueiros, formações rochosas e ecossistema preservado. Esse cenário paradisíaco revela aos visitantes uma ótima opção para quem busca tranquilidade, afinal por ser proibida a construção de residências em sua extensão, a praia é extremamente preservada e se torna um dos lugares mais calmos e tranquilos para passar um dia de sossego.

Dispondo de uma estrutura com pousadas e hotéis confortáveis pela orla, na Praia do Saco também tem opções de lazer desde caminhadas ecológicas ao pôr-do-sol acompanhada de um delicioso banho de mar, assim como a prática de esportes radicais à beira mar (sandboard e kitsurf), e também passeios de lancha, escuna ou catamarã em que pode ser apreciado o encontro do rio com o mar cruzando os manguezais densos. Devido sua localização geográfica (rica em mangues e entrecortada por braços de rios) oportuniza a pesca marítima e fluvial, por isso a gastronomia da região apresenta pratos à base de crustáceos como sururu, ostra, aratu e caranguejo.
Para chegar na Praia do Saco, o percurso partindo de Aracaju é sentido praia de Aruana, seguindo pela Rodovia dos Náufragos, indo direto até chegar na ponte Joel Silveira. Dali é praticamente mais uma reta pela Rodovia Ayrton Senna até chegar ao local, que fica no final da estrada.

 

Ilha da Sogra, um pedacinho do paraíso

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais 3
César de Oliveira

Podemos dizer que a Ilha da Sogra é um pedacinho do paraíso, inclusive, é considerada uma das pérolas do litoral de Sergipe. Formada por um banco de areia temporário nas marés baixas, durante o dia é uma ilha deserta onde de um lado o visitante pode tomar banho de rio, e do outro lado é mar aberto. Ao cair da tarde esse banco de areia é coberto pelas águas. O acesso à Ilha da Sogra se dá a bordo de uma escuna, mas só é possível curtir esse local quando a maré está baixa.

As piscinas naturais são a grande atração num mar verde claro que pode mudar de lugar de acordo com o vento e o banco de areia. Sobre o nome dado a essa ilha dizem que um grupo de visitantes chegou e, como a sogra de um deles era muito chata, foi deixada lá. Também tem outra versão que conta que o genro apenas esqueceu a sogra ao voltar para a cidade para resolver problemas.

 

Mangue Seco, pequeno vilarejo entre a Bahia e o Sergipe

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais 4
César de Oliveira

Mangue Seco está localizada em Jandaíra, no litoral norte da Bahia,quase no limite com Sergipe. É um pequeno vilarejo de pescadores com casas antigas que estão entre uma praia com água doce e outra com água salgada. Com mais de 30km apenas de praia com areia branquinha, a paisagem da região é composta por dunas, mangues, restingas e muitas fazendas de coqueiros. No final da década de 80 foi cenário de gravação da novela Tieta do Agreste.

A paisagem local inspira tranquilidade onde a paz e o sossego imperam, mas também tem os passeios de bugre. Neles, é possível percorrer as dunas da região e visitar as praias vizinhas de Jandaíra e Costa Azul, passando pelos vales e montanhas de areia. A paisagem vai se revelando cada vez mais bela com seus coqueiros, cajueiros e paradas na Duna do Caju, a mais alta de Mangue Seco.

A vila oferece alguns bons restaurantes caseiros de comidas típicas nordestinas e baianas, com maior destaque para a moqueca de aratu, dentre outras iguarias, como a moquequinha de folha, feita com carne de aratu desfiada e temperada com cominho, coentro e pimentão. A parada obrigatória para fotos é nos coqueiros mais famosos apelidados de Romeu e Julieta, que reinam sozinhos na praia de Mangue Seco.

Indo por Sergipe, em Porto do Mato, no município de Estância, pega uma lancha ou então em Pontal, de onde saem barcas coletivas ou lanchas diariamente. Já para quem vai da Bahia, a opção é ir até a praia Costa Azul, também em Jandaíra, seguindo a Linha Verde. Depois atravessa com um veículo 4×4 na maré baixa. Mas há proibição em determinados pontos por conta da desova de tartarugas, portanto, é importante se informar antes de fazer este percurso.

 

Rota do Engenho, uma imersão na história da colonização de Sergipe

Litoral Sul de Sergipe: um espetáculo de belezas naturais 5

A Rota do Engenho é um passeio em que os turistas saem de transporte rodoviário de Aracaju, por volta das 8h, passando pelo município de Itaporanga D´Ajuda até chegar ao Porto do Cavalo, em Estância, onde todos embarcam numa incursão pelo estuário do Rio Piauí até a Ilha da Sogra, oportunizando vislumbrar o encontro do rio com o mar em uma imersão na primeira etapa da história da colonização de Sergipe. Todo o percurso é acompanhado de um guia de turismo. Após 1h de parada, a embarcação segue para Indiaroba passando pelo manguezal que margeia o Rio Piauí, para desembarcar no Distrito Terra Caída, que é uma vila de pescadores onde a principal fonte de renda dos moradores da localidade é a pesca artesanal, além do Turismo Comunitário que valoriza a história e a cultura dessa comunidade. Lá os visitantes poderão saborear a rica culinária local que é à base de caranguejos, camarões, catado de aratu, massunim, ostras, peixes em moqueca ou fritos, e também saborear as famosas empadas de Pascásio.

Após o almoço, o passeio continua via transporte rodoviário para o Engenho Reserva do Barão, localizado na Fazenda Priapu, zona rural do município de Santa Luzia do Itanhi, onde os turistas terão a oportunidade de conhecer todo processo de produção da cachaça artesanal (desde a colheita da cana-de-açúcar, passando pelos alambiques, o processo de envelhecimento da garrafa e engarrafamento da bebida) que remonta a uma tradição de mais de 150 anos, inclusive, é comercializada em todo país e importada para outros países. Na oportunidade, além dos saberes sobre essa produção, também é revelado o porquê se tornou a ‘Reserva do Barão’, de qualidade ímpar, e também é possível degustar a cachaça assim como adquiri-la em loja própria da cachaçaria.

A culminância do passeio é no Engenho Felix, que fica nas imediações da rodovia SE 368 que interliga os municípios de Estância a Santa Luzia do Itanhi. Este sobrado datado de 1848 é uma relíquia dos tempos áureos do Brasil colonial em Sergipe, que foi tombado como patrimônio do Estado em 6 de janeiro de 1984. O casarão tem uma beleza peculiar com a imponência da sua arquitetura com 30 janelas, sendo que 16 destas estão na parte da frente com vista para palmeiras imperiais e reminiscência de mata. O sobrado possui 21 cômodos, dentre eles, salas de visitas, quartos, salão de festa, sala de jantar, pequeno memorial, uma cozinha típica do Barão e um vasto jardim; possui parte da mobília preservada desde século passado, e a propriedade conserva também duas casas menores onde residem os gerentes da fazenda, e hectares com pequenos córregos, nascentes, restinga de mata atlântica e estruturas históricas, a exemplo das paredes do antigo Engenho e a chaminé. Neste passeio, os visitantes são recebidos por charrete e carro de bois, que fazem o transporte da entrada da fazenda até o sobrado, para conhecerem a história do Barão de Timbó e curiosidades da fazenda, e proporciona também uma experiência gastronômica incrível ao saborearem uma culinária tradicional e rica. A Rota do Engenho é finalizada ali, ao ser servido um café no Café do Barão, às 15h.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *